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Guia · Sem base

Por que alguns imóveis aparecem sem score e sem valor de mercado?

"Sem base" é o que o Scan mostra quando não há avaliação no edital, cadastro de IPTU nem comparável para estimar o valor de mercado. Não é um número escondido, não é zero e não é defeito: é a resposta honesta a uma pergunta que o dado disponível não responde.

Por que o zero seria mentira

Todo score do Scan parte do valor de mercado: sem ele, não há desconto, não há lucro, não há retorno. Um imóvel sem nenhuma das fontes da cascata — sem avaliação publicada, sem inscrição no IPTU, sem vizinhos de CEP no cadastro, sem pares do mesmo tipo e cidade em leilão — simplesmente não tem estimativa. Mostrar zero ali diria "vale nada"; mostrar um número qualquer diria "sabemos". As duas coisas são falsas, e a distinção entre não saber e valer zero é o eixo do produto inteiro.

Por isso a listagem é dirigida pelo lote, não pela análise: o imóvel sem base continua visível, com fonte, praça, mínimo e link oficial — e com "sem base" no lugar do score e "—" no lugar de mercado, desconto, lucro e retorno.

De onde vem a maior parte dos "sem base"

Nem toda fonte publica avaliação: algumas plataformas listam "R$ 0,00 (não informado)"; outras não expõem o campo. Sem avaliação e sem IPTU, sobra a mediana dos pares — que existe justamente porque 4.151 lotes não tinham âncora nenhuma e apareciam como "sem base". Comparar um imóvel com 705 pares é fraco, mas é melhor que não ter número; a confiança acompanha a dispersão do grupo e nunca passa de 0,32, e a tela diz que é comparação com os pares, não valor de mercado.

Quando o modelo recusa a estimativa de propósito

  • Área que não é a construída. "Casa 96 m² com terreno 1.000 m²" chegando com 1.000 no campo de área construída multiplicaria o valor por dez. A guarda de área recusa esse caso.
  • Área impossível para o tipo. Apartamento de 127.260 m² ou casa de 197.000 m² passam do teto de plausibilidade (p99 do catálogo) e ficam sem base.
  • Gleba. Terreno acima de um hectare fica sem base: a mediana é feita de lote urbano (p90 de 5.213 m²), e R$/m² não escala linearmente — aplicá-la produziu R$ 552 milhões de valor de mercado com 4.025% de retorno.
  • Base que deixou de existir. Quando um lote perde a base de cálculo, a análise antiga é removida, não ignorada — senão um valor velho continuaria no ar, dez vezes acima do real.

"Sem base" não é "praça virou" nem "assinantes"

São três estados diferentes, e a interface diz qual é. Praça virou: existe análise, mas ancorada no mínimo de uma praça que já venceu; o portal não mostra o lucro de uma praça ao lado do preço de outra. Assinantes: o número existe e está bloqueado pelo plano — aparece borrado, e o valor real não está no HTML. Sem base: ninguém tem o número. Nenhum dos dois primeiros vira "sem base" para parecer honesto, e "sem base" nunca vira blur para fingir que existe um dado pago.

O que fazer com um imóvel sem base

Apurar o valor você mesmo. A ficha aceita um valor de mercado informado por você, com nota da fonte — anúncios da rua, um laudo, uma visita —, e ele passa a governar a conta com precedência sobre a cascata inteira. O portal mostra que foi você quem apurou; a régua de confiança continua sendo do método, não da sua apuração. Para conta de papel antes disso, a calculadora roda a cascata sobre o valor que você informar.

No catálogo agora

Veja só o que tem análise calculada.

O filtro "só com análise" devolve a visão dos imóveis com base de mercado — e o restante continua a um clique, com fonte e link oficial, para quem quiser apurar por conta própria.

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